2 de novembro de 2010

Muito Prazer: uma nova eu

Há momentos em que nem escrever ajuda a superar/enfrentar a dor, em outros amedronta. Escrever sobre a dor pode ser como um duelo dentro de si mesmo.

Há dias venho pensando num post, mas tenho medo de tirá-lo do peito para colocá-lo em palavras...

Muitas coisas acontecendo a um só tempo e eu sem saber se estou negando a dor ou me deparando com uma nova eu, mais madura, mais dura, menos lacrimosa...finalmente, percebo tudo que Freud, Lacan, e minha analista me ajudaram a fazer por mim mesma: amadurecer.

A análise/terapia não dão um manual, não tem regras, nem garantias, nem fórmulas, mas para mim funciona como uma bússola na busca de uma vida melhor, mais pacífica comigo mesma e, por consequência, mais tolerante e pacífica com o mundo. Não é um processo fácil, demanda perseverança, disciplina, coragem e resiliência, mas vale a pena.

Agora, me reconheço mais madura, mais forte, mais resiliente, mais racional, deixei de ser um problema para minha própria felicidade ou simples existência.

Há ainda muito o que eu fazer por e para mim, mas nesse momento de dor, de perda, o que já aprendi sobre mim, o que mudei em mim e o que aprendi a encarar são de importância vital para o viver.

7 de outubro de 2010

Mudou de novo...o nosso endereço

Até que eu adquira um domínio personalizado, minha inquietude vai continuar se manifestando até mesmo no endereço deste blog, sobretudo enquanto eu penso que sei o número de pessoas que lê (a maioria via e-mail...rs)
Já que em quase tudo na vida a única coisa permanente é mesmo a mudança, como muitos autores já disseram,  o endereço desse espaço construído por pensamentos nada lineares e sujeitos a alterações a qualquer momento agora é:


ENJOY!!!

24 de setembro de 2010

Há momentos em que a gente cansa corpo, mente e até desejo. Desejar o que não se tem causa certa exaustão.

13 de setembro de 2010

‎"Vou mostrando como sou
e vou sendo como posso,
jogando meu corpo no mundo,
andando por todos os cantos
e pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto..."

AMOR: Urgência da vida.

Há momento em que a vida parece uma viagem em avião: está tudo calmo e de uma hora para outra uma zona de turbulência faz tudo sacudir, trepidar e causa incômodo, medo ou até pânico.

Ando numa zona de turbulência nos últimos dias. Começou dentro de mim e depois de fora para dentro.

Gostaria de ser daquelas pessoas que focam no aprendizado que a turbulência trará, mas não sou e quando estou vivenciando o chacoalhão tudo que quero é paz e tranquilidade e fica difícil extrair o que há de bom num mau momento. No "olho do furacão"  tudo é turvo.

Não tenho medo da minha morte, como já disse antes, mas tenho muito medo de perder alguém que amo, para a vida ou para a morte...especialmente para a morte. Essa possibilidade me causa pânico e falar em "lei natural das coisas" não parece fazer sentido algum. Que lei natural é essa que traz sofrimento, dor e vazio ??!! Algumas pessoas simplesmente dão sentido à nossa existência.

Graças a Deus, aos cuidados, à medicina e à sorte, não perdi ninguém que amo agora. Não consigo pensar em como ficaria se perdesse alguém nesse momento (se é que haverá momento em que estive/estarei "pronta" para isso). Perdas me apavoram...

Ver quem amamos adoecer chama a nossa atenção para a vida: o que estou fazendo com a minha ? o que você tem feito da sua ? Muitas vezes amamos e não demosntramos o suficiente ou adequadamente. Em alguns períodos vivemos comos e nunca fôssemos morrer e como se as pessoas que amamos fossems emrpe estar ali e assim vamos adiando abraços, sorrisos, declarações, momentos. NÃO ADIEMOS MAIS, pois a vida é urgente, o tempo urge e o amor não deveria ser deixado na gaveta das não-prioridades.

Adie o dentista, o salão de beleza, o cinema, adie até os pagamentos, mas não adie as demonstrações de amor e amizade.

Amemos hoje as pessoas que amamos. Busquemos hoje a felicidade, o amor, a paz, pois o amanhã é sempre uma dúvida, um mistério...um segredo.