17 de março de 2010

Um elo perdido ou uma ameaça inofensiva ?

Depois de um tempo sem aparecer nesse espaço, volto para falar sobre algo delicado: uma solteira em meio a casais.
Não é fácil ser solteira quando seus amigos e amigas formaram pares, mas a coisa fica um pouco pior depois que eles têm filhos, pois surgem os compromissos familiares sem censura e com isso ser uma solteira pode ser motivo de se sentir deslocada ou constrangida. Algumas se sentem excluídas.
O pior mesmo é notar o olhar de algumas casadas... numa festinha de criança, ambiente totalment einofensivo, é possível reparar em olhares desconfiados que nos observam à espreita, comos e fôssemos devoradoras de maridos..kkkkkkk. Há esposas bem inseguras e outras bem mal casadas por aí...não as julgo: talvez um dia esse olhar seja meu. Por enquanto, tento mostrar que sou inofensiva para elas.
É estranho sentir-se avulsa nesses ambientes, em especial quando isso é uma contingência da vida e não uma escolha premeditada.
Estamos em 2010 e as coisas ainda são assim. Ninguém olha "estranho" para um homem solteiro numa festinha de criança ou num jantar onde predomine os casais. Um marido não chama o dono da festa pra dizer que o cara está despertando interesse na esposa dele ou coisa parecida. Por 02 razões: homens não pensam assim e quando pensam não resolvem assim.
Um homem solteiro não costuma ser uma ameaça simplesment epor estar ali.
Uma mulher solteira, a não ser que seja notoriamente desinteressante (...), é olhada como ameaça.
No entanto, pode ser que essa mulher solteira, independente e suficiente bonita para despertar a insegurança de algumas esposas seja a mais inofensiva de todas as ameaças...afinal, ela não quer o homem de ninguém, ela quer o seu e ele não está entre os casados !!

11 de março de 2010

Em terra de espertos, quem se finge de boba é rainha ??

TODO HOMEM GOSTA DE SE SENTIR ESPERTO; DE SE ACHAR ESPERTO E, SE POSSÍVEL, DE SER RECONHECIDO COMO TAL. (aliás, a maioria das pessoas em geral gosta dessa sensação, mas a maior parte dos homens heterossexuais gosta mais que a média !).

Em alguns momentos, não é bom negócio para uma mulher se mostrar esperta ou ceclarar-se esperta. Em alguns momentos, a mulher até se recrimina se for mais esperta que o cara!! Eh, já não são muitas assim, nem são tantos os caras que valem essa culpa machista, mas ainda se presencia o fato.

O problema é : ser esperta é fechar os olhos ao que se vê, sabe ou percebe, em nome de algum objetivo em relação a um homem ou seria mostrar a ele que ele não é tãoe sperto assim ?

Por exemplo: a mulher que está saindo com um cara e pretende ter algo mais sério com ele, mas descobre ou percebe que não é a úncia a sair com ele, deve fingir que não sabe ou colocar as cartas na mesa e mostrar que não é "vítima" da esperteza do conquistador ? vale a pena tapar o sol com a peneira ?

Sempre que eu ou uma amiga caia ou cai numa cilada dessa eu me questiono se vale a pena ser esperta, ter tido tantos amigos homens oue star semrpe preparada para o pior lado dos homens. Não sou o tipo que ignora o que sabe ou convive com meias-verdades numa boa... eu brocho. Seja emocionalmente ou sexualmente, eu brocho se for passada pra trás.

Tenho amigas que ignoram, bem blasé, com uma "poker face" algo desse tipo. E mais tarde, algumas delas ainda dão nova chance ao moço espertinho.

Quem está seguindo o melhor caminho ? Quem vai chegar onde quer ? O que se pode querer numa situação assim?

Tudo bem não existe melhor caminho, mas confesso que em alguns aspectos e em algumas circusntâncias "a ignorância é uma benção" (como já disseram num diálogo em Matrix 1). Talvez, no mundo das mulheres, as espertas sofram mais...

Indicação de textos em blogs

Hoje estou menos inspirada do que em outros dias, talvez por isso tenha navegado pela web lendo algumas reflexões e ensaios interessantes.

Gosto muito dos contos e crônicas de Pedro Neschling em seu blog. a indicação de hoje fica para um texto sobre o efeito do tempo e das experiências sobre a crença no "final feliz" - Série musicando 7: Happy Ending - por Pedro Neschling.

Uma coluna muito interessante , que mistura um tom sádico com esclarecimentos realistas sobre o pensamento e comportamento dos homens (genericamente falando) é a seção Fale com ele - Marie Claire. O escritor se revela o tipo de homem sádico, sarcástico e relaista com quem eu gostaria de tomar um chopp...rs.

Por enquanto é só... have fun !!

18 de fevereiro de 2010

Carnaval: o fenômeno da pausa.

No Carnaval de Salvador, a tristeza se recolhe...
É tanta gente esfuziante, alegre, com um sorriso estampado no rosto e pulando livre, leve e solta, que de abadá ou na pipoca qualquer tristeza se constrange.
Quem está na rua tem que ter vocação e disposição para uma alegria instantânea, do contrário de nada adianta o abadá, o cantor ou o trio.
De repente, a desigualdade social é notória, as preocupações não tiraram férias, a falta de grana fica ainda mais óbvia, mas a tristeza não chega perto de quem está ao som do trio.
O trio entorpece mais que a cerveja e por 06 dias tudo mais fica mais simples e a vida simplesmente ganha uma pausa.

O Carnaval estava no meio do caminho

Entre tantas épocas do ano para se encontrarem, se conhecerem, se beijarem e começarem o que poderia vir a ser um namoro, um romance ou coisa parecida, eles se conheceram no verão.
Isso poderia ser só um detalhe irrelevante, se eles não morassem em Salvador (em alguns outros lugares o verão é igualmente tentador).
E não bastasse isso, eles ficaram tão próximos e atraídos um pelo outro justamente na época que antecede o carnaval, o que significava uma perigosa equação com pouca perspectiva de dar em resultado positivo/definitivo a curto prazo, pelo menos.

Não era lei de Murphy !! No verão as pessoas ficam mais propensas a saírem de casa, ficam mais bonitas depois de alguma shoras de sol e ficam mais predispostas a extravasar desejos graças a qualquer coisa que ainda não consegui correlacionar com a estação.
Em Salvador, o verão, onde as festas abarrotam a agenda sóciocultural da cidade, torna difícil para muitos assumir uma relação mais séria. É como se a estação do ano interferisse efetivamente no estado civil das pessoas ou na mudança de estado civil. É difícil começar um namoro no verão soteropolitano !!
Além a dificuldade de deixar de sr solteiro no verão, quando alguém fica solteiro por aqui, parece necessitar de um verão inteiro, para si e seus desejos mais superficiais, carnais e banais... uma espécie de período sabático emocional !!
O verão é a estação dos solteiros !! O resto do ano você pode querer (e muitas vzs quer mesmo) estar agarrado tomando um vinho, dançando forró ou indo ao cinema... mas no verão você quer a solidão compartilhada com a multidão de sozinhos felizes (ou aparentemente felizes)!!

Logicamente, isso comporta exceções, caso contrário não teríamos uma regra geral.

Pois bem, o casal da história já havia se visto algumas vezes, quando um deles ainda estava na fase do vinho-cinema-jantar com um outro alguém, e nunca tinham trocado mais de 3 palavras, contando com o "oi" e o "obrigada".

Foi nesse verão, todavia, depois de umas cervejas a mais e de saber da disponibilidade mútua, que ela o convidou pra sair e ele, mesmo sem saber que aquela era a primeira vez que ela tomava a inicativa, foi um gentleman e aceitou de uma forma que até pareceu que o convite havia surgido dele.

O primeiro encontro foi incrível: muitas afinidades, perspectivas de vida semelhantes, elogios, charme e química no beijo, seguidos de um telefonema de boa noite e muito tesão desde a despedida.

Ao primeiro seguiram-se outros encontros igualmente arrebatadores; românticos sem serem melados, quentes sem serem íntimso demais e telefonemas cada vez mais atenciosos e frequentes.

No meio-tempo entre os contatos, direito a frio na barriga, idealizações, fantasias perturbadoras, expectativas, enfim tudo que torna um alguém interessante na multidão...

Acontece que já passava da segunda quinzena de janeiro, já estavam no quinto encotnro e como dois adultos haviam expectativas imediatas de ambas as partes; ele queria sexo, ela queria namoro. As cartas foram postas na mesa na semana que antecedia o carnaval e cada um defendeu o que queria. Ela optou por evitar mágoas mais graves e apesar de encontrá-lo e sentir o memso frio na barriga, evitou o sexo... ele pareceu compreender e continuou a ligar pra ela, mas não se viram mais até o carnaval.

No carnaval, se falaram ao telefone, mas também não se viram. Cada um curtiu a festa como quis.

Na quarta-feira de cinzas, que considero um feriado extremamente melancólico, onde um certo "banzo" acomete as pessoas na proporção direta do prazer que tiveram durante a folia momesca, não aconteceu um encontro sugerido nos telefonemas.

A coisa esfriou, enfim. Havia o Carnaval no meio da história desse encontro...e quando o trio passa, pouca coisa segura um soteropolitano(a) longe dele. Como cantou Caetano:  "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu." Talvez o banzo da quarta-feira de Cinzas seja também pelo que o trio, sem saber, atropelou ao passar.

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ps.: Não desanimem. Nem todo encontro pré-carnaval acaba assim:

Tem o casal que curte separado e se encontra na quinta-feira, como se retomasse o último capítulo de uma novela, como quem volta de umas férias com saudade do que ficou no ar...

Tem o casal que ao se separarem para curtir sentem tanta saudade que decidem ficar mais juntos do que nunca durante o carnaval e nisso surge um namoro...

Tem o casal que ao ver tanto beijo na boca, depois de tomar umas cervejas, reata durante o carnaval, depois de voltar pra casa e perceber o vazio e a solidão que surgem depois de tirar o abadá...

Tem o casal que nunca se viu e se forma durante a folia, depois que um beijo cala o som do trio, tendo por testemunha uma multidão de desencontros...

Histórias de paixão, romance, aventuras, encontros e desencontros de carnaval não têm fim e são únicas; em geral, elas têm em comum o Carnaval,  como aliado ou como mal.

9 de fevereiro de 2010

Uma menina baiana no carnaval.

Para quem nasce e é criado na Bahia, especialmente em Salvador, é quase impossível manter-se imune aos efeitos do Carnaval. Querendo ou não, o baiano acaba formando uma opinião sobre o carnaval. Tem os que amam e os que odeiam o fervor da cidade nesta época. Aqui não dá para não notar que é carnaval !!!

 
Em Salvador, provavelmente mais do que outros lugares, o ano começa mesmo depois da quarta-feira de cinzas. Nos dias de carnaval, é aqui que acontece a maior festa popular do planeta (de acordo com o Guiness) e foi aqui que surgiu o trio elétrico, os novos baianos, a guitarra baiana e a axé music (entre outras variações sobre o tema "música de carnaval baiano").

Eu nasci numa família que tinha um bloco de carnaval !! Pois é, não bastasse ter nascido "menina baiana", meus tios tinham um bloco e (acreditem!) ainda bem pequena lembro de ter ido parar em cima do trio a contragosto do meu pai mineiro. Eu lembro mesmo...do som do "varre, varre vassourinha", das sombrinhas , mamãe-sacode e do verde/branco da fantasia feita com o tecido da mortalha. Depois dessa experiência tão rica e precoce, passei alguns anos vendo o carnaval pela televisão, a contragosto, mas muito atenta.

Poucos carnavais depois de eu ter nascido o bloco dos meus tios acabou e eles passaram a sair nos Internacionais, num tempo em que lá só saíam homens e a fantasia. Lembro de como eu os achava lindos naquelas fantasias que os homens de hoje não ostentariam com tanto orgulho  e me contentava em ir com minha mãe e minha tia acompanha-los até a concentração do bloco.

Naqueles tempos, carnaval pra mim era apenas uma festa colorida e divertida que passava pela televisão e da qual eu queria muito participar, mesmo sem saber porque ela acontecia.
Muito antes de vestir um abadá, fui baiana, bailarina, odalisca e outras tantas fantasias acompanhadas de confete e serpentina...foi de Odalisca que ouvi Netinho cantar a história da Uva no céu da sua boca...rs

Apesar de vir de uma família de chicleteiros e de ter vestido o abadá pela 1ª vez para curtir o Chiclete com minha mãe (depois de uma insistência dramática), eu debandei e me tornei fã do Asa. Meu primeiro carnaval com Durval foi o meu 2º de bloco e foi o máximo !! Adoro a Timbalada, mas não pra pular o carnaval no chão.Depois, veio o Jammil e acabei me tornando "Iveteira" com vários carnavais no Cerveja e Cia e Corujas.
Minhas melhores lembranças de carnaval são as minhas amigas; sempre pensei no carnaval como um momento da amizade, brincadeira, gargalhadas e curtição. Nos meus carnavais não havia espaço pra nada muito sério, grave, urgente ou pesado, mas já sofri de mal de amor no carnaval, já chorei no relógio de S. Pedro e já vivi momentos de muito amor nos carnavais em que estava namorando. Aliás, nada como uma chuva de carnaval agarrada no seu amor !!
Nunca vivi o carnaval como se não fosse haver amanhã; não precisa tanto pra ser divertido.
Já ri á toa e tomei muitos banhos nos chuveirões que eram instalados em tempos de água farta !!
Já voltei com o rosto cor-de-rosa depois de seguir os Corujas na avenida.
Já beijei no carnaval como se fosse o último beijo da minha vida !
Sempre procurei estar atenta no carnaval e os anjos que me guardam ficam bem atentos (Graças a Deus !).
Nunca acreditei em grandes amores nascidos no carnaval; nunca procurei, nem encontrei esse tipo de surpresa, embora saiba que existe !! Mesmo assim, já vivi romances que só duraram um dia de carnaval e fiquei bem feliz !
Sempre pulei o carnaval pensando numa oportunidade para ser alegre com pessoas queridas sem pensar em trabalho, sonhos, metas e afins... um portal para fora do cotidiano, um período quase sabático !! Afinal, se precisasse de um motivo ou objetivo, o carnaval não seria tão divertido.
E é assim que continuo encarando o carnaval...uma chance pra rir à toa sem ter que haver um porquê !!

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E PRA VOCÊ:? O QUE É O CARNAVAL ? QUAL A SUA MELHOR LEMBRANÇA ?