11 de janeiro de 2010

Citação

"O egoísmo não é amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós próprios."

Aristóteles

Cada um por si : precisa ser assim ?

Hoje em dia, a despeito de existir amor ou amizade, foi flexibilizada a solidariedade e cumplicidade que acompanhavam esses sentimentos. Hoje em dia, a regra geral é cada um por si e sinceramente não vale a pena ser diferente, a não ser que seja algo mais forte do que sua racionalidade, algo completamente instintivo.

Confesso que tenho vergonha de me reconhecer egoísta ou egocêntrica. Não que não tenha meus momentos,; eu os tenho e devem ser mais numerosos do que eu percebo, mas a questão é : eu não acho isso bom, nem correto, nem saudável. Meu coração não se conforma com isso, nem em mim, nem nos outros.

Pode parecer clichê ou piegas e até autopromoção, mas eu não me sinto à vontade com uma atitude egoísta. Em alguns momentos, reconheço, mostra-se necessário e altamente justo ser egoísta, mas mesmo assim , se me dou conta, não me sinto bem.

Não tenho a ilusão torturante de agradar a todos ou de ser alguma Madre Teresa. Muito longe disso. O que digo é que existe, sim, uma diferença entre ser egoísta e não notar ou notando não se importar e até se vangloriar e cometer atos egoístas sem se dar conta e não aprová-los.

O egoísmo pode trazer benefícios, eu sei, mas traz via de regra muito sofrimento e afasta as pessoas, pois na medida emq ue olho apenas para mim e para meus interesses me torno cega para tudo mais; deixo de enxergar o outro.

E sabe o que acho pior ? é que quanto mais amamos alguém, mais egooistas agimos junto a essa pessoa e mais á vontade nos sentimos para pedir simplesmente perdão.

Por isso: aqui, publicamente, peço desculpas por todos os atos egoístas que cometi, especialmente com as pessoas que mais amo. Sei que o tempo não volta e não há borrracha, mas meu reconhecimento e incômodo podem (quem sabe ?!) dar algum alento ao que eu não posso consertar.

Por fim, no meu mundo, os que amo não precisam pensar que é sempre "cada um por si" ; eu ficarei muito feliz em provar o contrário disso.

5 de janeiro de 2010

Texto no site da exposição de Sophie Calle

Quando a exposição Cuide de Você, de Sophie Calle, veio ao MAM-BA, havia a oportundiade de falar sobre ela no blog corelato. Dos textos e imagens que fossem enviados por anônimos, 20 seriam selecionados para uma pós-exposição.

O tema da exposição me tocou, envolveu e li tudo sobre o assunto...acabei escrevendo e o texto foi publicado, mas não selecionado.

Agora posso publicar aqui:

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link pro texto no blog
Amor: acesso a frestas de mim, agora intangíveis.
Postado por ISABELLE BORGES, 29 de setembro de 2009, 10:52


Engana-se quem pensa que amar é deixar de olhar para si, de cuidar de si. Amar é dar-se, sim, mas amar mesmo é cuidar de si de um outro jeito. É cuidar de cantos e frestas que só o amor permite alcançar. É tirar o mofo e o cheiro de naftalina de algumas partes do nosso ser.


Por isso, quando você resolver seguir e desfazer o laço entre nossas mãos, o que muda não é o cuidado que tenho por mim. Sempre cuidei e sempre cuidarei de mim mesma. Tolice sua achar que isso mudou. Pretensão até…


Por mais entrega que tenha havido, não me ponho por completo nas mãos de ninguém; também em mim há algo que jamais lhe pertenceu.


Daqui pra frente, é de você que não mais cuidarei. Cuide-se sozinho e espero que seja bom nisso.


O amor me deixa generosa, absorta e entregue e isso me fazia maior, melhor, gostava mais de mim como sua mulher… mas agora, sem me preocupar com tantas frestas e com outra pessoa a cuidar… vou revisitar lugares em mim que não sei como estão.


Se através do seu amor, cuidei de partes em mim que agora não consigo alcançar, na sua ausência vou ver como estão outras partes que precisam de cuidados e enquanto isso a vida anda.


Eu sempre estarei comigo, o resto passa. Volta, passa…
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E quando eu menos esperava , ele me descobriu em tudo a que me entreguei depois dele sair da minha vida;
Quando eu menos esperava ele mais uma vez desvendou uma parte de mim.

E foi por isso que me lembrei de colocar esse texto aqui.

Um 2010 cheio de beijos !!


Essa foto ao lado é minha, mas o que há d emais lindo nela é a forma perfeita como Mário Cravo viu O Beijo. E em metal tão frio ele deu forma a algo tão quente e de forma tão intensa que as figuras se fundem na sombra.

A primeira vez que essa escultura me chamou a atenção foi em 2002 e eu estava muito bem acompanhada vivendo um romance de inverno que virou amor/paixão...sei lá...só sei que foi lindo, gostoso e um dia acabou, mas me fez feliz.

Foi algo como ...um beijo: dura pouco, mas faz duas bocas e duas pessoas muito alegres, não importa quanto dure ou quantos sejam. (amém).

Em 2010: muitos beijos na vida de todos !!!

Committed: o novo livro de Elizabeth Gilbert

Se você leu "Comer, rezar e amar" (que me garantiu um maravilhoso começo de ano em 2009) e gostou tanto quanto eu, deve ter se perguntado muitas vezes o que aconteceu a Elisabeth Gilbert depois de voltar da Indonésia.
Confesso que me apaixonei tanto pela história que tenho ciúmes do meu livro (emprestado com amor a uma amiga MUITO querida) que depois de terminar o livro pesquisei sobre a autora na internet para saber o que teria acontecido.
Agora, ela, enfim, lançou um novo livro - Committed (que ainda não chegou ao Brasil) - e conta mais sobre o que lhe aconteceu depois, explicando como o ceticismo do ser humanos sobre algumas coisas pode ser superado. O mais legal é que a história dela envolve um brasileiro...

Veja mais: notícia sobre novo livro de Elizabeth Gilbert

Se você não leu "Comer, rezar e amar" , está perdendo uma ótima viagem.

O que fazer quando ano começa mal ?

A pergunta do título martela na minha mente há exatos 5 dias.
2010 começou mal e não há como remediar; o tempo não volta.

E não pára por aí. O pior de ter tido um reveillon ruim é a repercussão que isso pode ter nas suas relações interpessoais ou "diálogos de elevador".

Você acorda no dia 1º, querendo de volta o momento em que pôs o prosseco pra gelar, com um frio na barriga de medo devido às mil e uma superstições sincréticas que a Bahia de meu Deus (e do Senhor do Bonfim) te emprestou e tem vontade de gritar ao ouvir a mais óbvia das perguntas:
- E aí ? como foi a virada ?
*vale dizer que, em geral, quem faz a pergunta passou um reveillon no mínimo aceitável !

Ao que eu respondo, na minha transparência rídicula e usual:
- A virada foi péssima. Espero que a coisa mude logo e pra muito melhor.

Nesse momento vem o pior: a curiosidade alheia quase inevitável (e meio sacana) que não sucumbe a uma resposta rápida e triste:
- Sério ?? Mas o que houve ? Por que foi tão ruim ?

Nesse momento, eu não sei dos outros, mas eu tenho tido vontade de sumir ou surtar (rs), mas acabop me limitando a dizer:
- Olha, foi tão ruim que eu prefiro não relembrar. Tô esperando o ano novo astrológico pra tentar começar de novo !!

Feliz 2010 a todos, especialmente àqueles que não começaram muito bem o ano..."Espere o inesperado !".