7 de abril de 2009

O PÚRPURA DOS DENTES

Pode não parecer, mas homens vão ao dentista depois dos 30, mesmo quando não estão sentindo dor ou quando suas bocas encontram-se em estado de calamidade pública.



Me tenham como exemplo.



Na semana passada fui a uma consulta de rotina, daquelas em que não se espera nada mais do que babadores, sugadores e camadas estratosféricas de flúor. Para a minha surpresa havia algo mais: uma dentista. E que dentista. Uma mulher linda, linda mesmo, dona de uma beleza amedrontadora.



Entre o medo e a surpresa, duas coisas me chamaram a atenção: o seu sorriso fácil, que contrariava qualquer teoria sobre casas de ferreiro e espetos de pau, e a blusa decotada que ela usava por baixo do jaleco. Aliás, decotes lembram bocas escancaradamente sorridentes.



Entrei em pânico ao pensar que aquela mulher iria se debruçar sobre mim. Pensei também em algemas, vinho tinto e leite condensado. Relaxei. Olhei para o decote e devolvi o sorriso. Ela tocou meu rosto, meus lábios e se aproximou. Fechei os olhos e esperei pelo clímax.



Aí veio o barulhinho da broca. E juro a vocês: nem pensando em gêmeos siameses gordos e suados um homem consegue brochar tão rápido.

Muito prazer: essa sou eu depois de você !

É reconfortante e prazeroso falar tranquilamente com um ex depois de tê-lo superado. Ou melhor: depois de ter superado o fato de que o relacionamento acabou e ele seguiu em frente antes de você.
É bom falar com alguém que já se amou muito sem sentir raiva, mágoa ou qualquer outro sentimento ruim.
É bom ver que de uma bonita história ficou um carinho, uma amizade e algum cuidado mútuo.
É bom saber que mesmo secretamente ambos sabem que podem contar um com o outro se preciso for.
E melhor: é saber que tudo isso só é possível porque você cresceu, superou a perda, melhorou como pessoa e como mulher e recomeçou, tudo isso por você mesma e contando com você mesma.
E mesmo que ninguém note: não há como não mudar em nada depois de perder um grande amor. Por isso: muito prazer, essa sou eu depois de você !!

O fundo do poço ou uma boa saída ??

Na vida de uma mulher solteira na faixa dos 30 possivelmente chegará o dia em que suas amigas casadas (ou em situação similar) resolverão te arrumar um pretendente. Essa é uma daquelas situações com duas formas de ser considerada: ou você chegou ao "fundo do poço balzaquiano" ou chegou enfim o plano B !! De qualquer modo: CUIDADO COM O QUE VIRÁ...
O fato é que em pesquisas cuja fonte não me recordo aferiram que a maioria dos casais foi formado por amigos ou em ambientes mais amenos e inusitados do que uma balada. Então, não custa nada tentar, principalmente se você tiver em mente que mesmo que você não seja apresentada a seu futuro parceiro ou a uma grande paixão, pode ganhar um amigo
Claro que você pode também passar maus bocados ou conhecer um feioso ou mega-chato, mas vamos imaginar o melhor, né ?
Eu mesma já dei uma de cupido (muito antes dos 30) e um dos casais que ajudei a formar casou e está prestes a ter um filho.
E porque "nem tudo são flores" já passei maus bocados nessa de me arrumarem alguém... na última, me arrumaram um fumante, com a língua presa (tipo : "magavilha"), aparentemente sem muito conteúdo e que me apareceu de tênis e com um vinho barato no blind-date. Foi frustrante, não nego...mas depois ri de mim mesma... pelo menos ele não era chato e não estávamos a sós !!
Pra concluir: não se desespere, nem se encha de esperança, se seus amigos começarem a querer te arrumar um par; é sinal de que eles acham um desperdício você estar sozinha !!

30 de março de 2009

"Tomando cuidado para que os desequilibrados não abalem a minha fé."

Depois de um tempo, depois de ressurgir das cinzas da própria desilusão e aprender, amadurecer, imagino que seja normal agir com maior cautela ao permitir que certas pessoas entrem ou permaneçam em nossas vidas.
Isso faz parte do amadurecimento ou do endurecimento ? Não sei, mas sei que me tornei melhor comigo mesma.
Não vou admitir que as dúvidas, medos e limitações do outro afetem minha vida, minha autoconfiança ou minha fé. Vou seguir o lema do Charlie Brown (no título) e de qualquer outra mente sã nesse mundo cada vez mais louco.
Se meu entusiasmo e alegria nao conatgiarem, nem conquistarem o próximo, não vou pedir, nem vou desitir de mim...vou seguir o meu caminho e acreditar que as coisas podem acontecer sim, muito melhores !!

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Sabe o cara que diz que não quer se apaixonar, mas fica ali, aproveitando a empolgação da mulher que conseguiu envolver ? Ele diz uma coisa, mas alimenta outra, até o momento em que ela toma pé da situação e destoa dos "planos" dele. ELE NÃO ESTÁ AFIM DELA, mas não tem coragem de dispensar um sexo gostoso, uma mulher inteligente, uma amiga especialmente atenciosa.
Ela, então, tem duas opções: ou larga esse cara e vai em frente ou se ilude e fica ali, parada, estacionada na vida, aguardando que aquele cara mude de idéia.
Se for, abrirá espaço para o inesperado acontecer e o inesperado pode ser qualquer coisa.
Se ficar, talvez perca todas as chances boas que o destino reserva para ela...e talvez seja só o que ela veja: o tempo passar, sem que nada mude.

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Ele nunca a enxergou.
Ele se enxergava através dela e gostava do que via; ele queria ser ouvido, acolhido, desejado.
Ele queria falar, semt er que ouvir.
Ele só pensava nele.
Ela se deixou fascinar pelo narcisismo dele, pela paixão que ele tinha por si e por suas decisões.
Ela se encantou com um sorriso e se perdeu num beijo.
Até que um dia ela achou a si mesma e deu um basta a essa relação tóxica que lhe sugava a alma, o amor próprio. Ela nem queria ouvir o que ele tinha a dizer. Nada iria impedi-la de dar um basta e seguir em frente pra longe dali e na direção da vida que ela queria ter.
Ele precisava de terapia ou de um gravador, não de uma mulher como ela.

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POR FIM, UMA DÚVIDA: porque os homens com carros grandes costumam ter pênis pequenos e performance mediana?? lei da compensação ??

20 de março de 2009

Era uma vez...final feliz.

O problema dos contos de fadas é que começam com "era uma vez" (menos grave) e terminam com "final feliz".
Quase nada da vida acontece apenas uma vez. Claro que temos as estréias em tudo, mas o tempo todo estamos estreando. Por exemplo: o primeiríssimo beijo costuma ser um episódio marcante, mas outros primeiros beijos virão e poderão ser tão ou mais marcantes. Que delícia beijar alguém pela primeira vez e descobrir um beijo tão gostoso que faz vc esquecer, mesmo que por pouco tempo, todos os outros beijos que já deu ??
Acho o primeiro beijo em alguém até mais especial que a primeira transa. O primeiro beijo entre duas pessoas é que dá indícios das possibilidades da relação.
Voltando ao tema, era uma vez dá a impressão de que coisas como romances lindos e romãnticos são bons e não podem se repetir...quem disse que uma raio não pode cair 2 vezes no mesmo lugar ??!!
Depois de uma infinidade de acontecimentos entre mocinho e mocinha até que, enfim, posam ficar juntos, vem o tal "final feliz"... PÁRA TUDO : que final ?? quando ficam juntos é somente o começo !! Muitas coisas acontecem dali pra frente.
Tudo bem: não se pode explicar uma relção a dois num conto de fadas, mas tb não precisavam manter essa história de final feliz.. poderia ser " e foram fazer uma outra história" , por exemplo.
Em geral, esses tradicionais contos de fadas com príncipes e princesas são contados desde cedo às meninas e acabam fortalecendo a idéia de que toda mulher é uma princesa e deve procurar um príncipe e quando encontras tudo estará resolvido. Na vida real a coisa não é bem assim.
Ok, ok...são histórias antigas, do tempo em que homens e mulheres viviam em circunstãncias sociais totalmente diferentes. Está na hora de repaginar as tradições.
Sore o assunto, estou à procura de "Era uma vez", obra de Livia Garcial Rosa, da editora Companhia das letras.

8 de março de 2009

PAIXÃO - ele não quis, ela não podia arriscar

Paixão...
Acredito que não escolhemos por quem podemos nos apaixonar. Alguém, por alguma razão que só Deus sabe, desperta isso em nós. De imediato ou não.
Acredito, contudo, que se apaixonar é uma escolha porque é percepstível quando está prestes a acontecer e é possível impedir, mesmo que para isso sejam necessárias estratégias sufocadoras nem sempre pacíficas, felizes ou agradáveis.
E eu me pergunto muitas vezes: pra quê? por quê ?
Achar alguém por quem se apaixonar não é nem de longe coisa fácil. Hoje em dia, fácil é beijar e até fazer sexo, mas sentir que vai rolar paixão ou amor...isso é MUITO di'fícil. Porque não nos damos chance, porque não damos chance à paixão...

Ele disse a ela o quão linda, carivante, gostosa, inteligente e divertida ela era, mostrou o quão apaixonante ele podia ser, mas impôs uma distância entre os dois e um dia sen enciou: não quero me apaixonar. É por isso q nos mantenho mais distante...sinto que muito próximo posso me apaixonar por vc e eu não quero. E não é por vc, é por mim Não quero me apaixonar por ninguém.
Ela disse que não podia se colocar naquela situação porque depois de um tempo se refazendo e se conhecendo queria sim se apaixonar e, naquele momento, queria se apaixonar por ele ou pelo menos queria saber que tudo poderia acontecer. Não podia se expor a ter que se controlar, a se reprimir e se culpar caso sentisse que estava se apaixonando. E lamentou que ele tivesse despertado nela a suscetibilidade à paixão...dentre tanta gente no mundo, justo lele que não queria se apaixonar despertou nela o desejo adormecido de se entregar a uma paixão.
Nos tempos em que sexo é algo totalmente à disposição, tudo isso foi um imenso desperdício de sentimento, afinidade e perspectiva... uma pena.